DECO alerta para publicidade camuflada dos créditos July 9th, 2008
A Associação de Defesa do Consumidor (DECO) realizou um estudo onde conclui que a publicidade do crédito ao consumo procura camuflar os verdadeiros custos do empréstimo. O estudo vai ser publicado na revista “Dinheiros e Direitos”, onde será ainda possível ler que as instituições financeiras colocam em destaque a facilidade de contrair um crédito, numa altura em que os portugueses estão cada vez mais endividados.
Os pontos referidos pela Associação são falta de atenção no cumprimento das leis e a não referência da taxa anual de encargos efectiva global (TAEG) que permite comparar propostas de crédito. O relatório explica mesmo que “na maioria dos casos, quando vem mencionada, é a informação com a letra mais pequena dos cartazes ou folhetos”, acrescentado que “à excepção dos bancos, poucas instituições fornecem voluntariamente informações detalhadas sobre o crédito antes da contratação”.
No final o consumidor recebe uma mensagem de que o crédito não é caro. “A rápida evolução do mercado, com uma linguagem cada vez mais técnica, resultou numa situação de iliteracia financeira”, explica a DECO.
Para contornar a situação, segundo o mesmo relatório, o Governo tem de criar regras objectivas, tais como a criação de critérios únicos para a publicidade, onde sejam perceptíveis os elementos fundamentais do crédito. “Na publicidade visual, a TAEG deveria ter, por exemplo, o tamanho da mensagem principal. Na audiovisual, é importante que, no mínimo, um quarto do tempo seja dedicado a esta taxa. Para evitar cenários pouco realistas, que diluam os custos, os bancos deveriam indicar a TAEG para 5 mil euros e 25 mil euros, a pagar em 24 e 60 meses, respectivamente”. Para as outras instituições financeiras, a Deco “sugere mil euros e cinco mil euros, em 12 e 48 meses”.
A análise foi feita à taxa anual de encargos efectiva global (TAEG) em propostas de crédito e publicidade de seis bancos e seis lojas. Ao mesmo tempo, debruçou-se sobre anúncios da Internet, rádio e televisão.
Fonte: http://creditoonline.pt
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