Crise financeira em portugal abre oportunidades de poupança November 1st, 2009

    A grave crise económica faz sentir-se no dia-a-dia das famílias portuguesas, com as atenções viradas para o aumento do desemprego, contudo, também abre oportunidades de poupança, como as que foram criadas com a queda das taxas de juro.

    “As famílias devem aproveitar os encargos menores com as despesas mensais e fazer poupança, já a pensar na reforma”, frisou José Santos Teixeira, presidente da gestora de activos Optimize, sublinhando que “o sistema de Segurança Social não vai à falência, mas se as receitas descem, as pensões também vão baixar”.

    A queda das taxas Euribor, taxas de juro associadas aos empréstimos hipotecários, o alívio nos preços dos combustíveis face aos máximos de 2008, e a taxa de inflação negativa são três acontecimentos que permitem que os portugueses desapertem o cinto ainda em 2009, mas os euros que sobram no final do mês não devem ser todos gastos nas compras, pelo contrário, devem ser bem aplicados para valorizarem.

    “As pessoas devem utilizar a poupança de duas maneiras: pagando as dívidas que têm acumuladas nos cartões de crédito e no crédito ao consumo, que cobram taxas de juro elevadíssimas, e aproveitando o nível historicamente baixo das taxas de juro de referência nos créditos hipotecários para transformarem as taxas variáveis em taxas fixas, já que a sua subida a curto prazo é inevitável”, sugeriu Santos Teixeira, quando falta apenas um dia para o Dia Mundial da Poupança, que é assinalado amanhã.

    A redução do prazo do empréstimo contraído para a compra de casa é também uma boa maneira de poupar dinheiro, mesmo que o impacto das prestações seja maior no curto prazo, é uma forma de tirar partido da queda das euribor. A redução de 100 prestações num contrato a 30 anos, num crédito de 100 mil euros com um ’spread’ de 0,8% permite poupar mais de 20 mil euros.

    No que toca aos cartões de crédito, a única forma de poupar nos juros de dois dígitos cobrados pelos bancos é utilizar a opção de pagamento a 100 por cento, tirando proveito do período de crédito grátis que nalguns casos já chega aos 50 dias e aplicar esse dinheiro numa poupança, durante esse período.

    É nos canais virtuais dos bancos e das seguradoras que se encontram as melhores opções, quer para a subscrição de um depósito a prazo, quer para a contratação de um seguro automóvel. No primeiro caso, as taxas oferecidas pelos bancos para a captação de depósitos são superiores, enquanto que os seguros comercializados na Internet são mais baratos, especialmente nas seguradoras ‘low cost’.

    in:http://economico.sapo.pt


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