Crédito ao Consumo, Habitação Particulares e Malparado sobe 34% November 1st, 2009
As dificuldades das empresas em pagar as suas dívidas são cada vez maiores. O malparado gerado por este segmento, até Agosto, atingiu 4,6 mil milhões de euros, mais 93,8% do que em mês homólogo de 2008. E ultrapassa em quase mil milhões de euros a cobrança duvidosa dos particulares. No entanto, a banca continua a financiar os empresários com mais crédito, com o saldo total destes empréstimos a crescer 20%, atingindo os 117,4 mil milhões de euros. O rácio de malparado sobre o total era então de 3,9%, contra 2,4% , um aumento de 62,5%. Construção e imobiliário representam metade do malparado das empresas.
São sempre os números mais alarmentes quando se analisa a evolução dos empréstimos em dívida por parte dos particulares. Os valores do incumprimento no crédito ao consumo ascendiam a 1057 milhões de euros em Agosto último, mais 52,9% do que no final dos primeiros oito meses do ano passado. Também a relação com o crédito concedido é a mais gravosa: um rácio de 6,8%, face a 4,5% em Agosto do ano passado, uma subida de 51%. Mas a procura de novos empréstimos para este fim (especialmente para a compra de automóvel) também está a crescer a níveis mais moderados, ou seja, um aumento de 2,3%.
O aumento no incumprimento nos empréstimos destinados à compra de casa é sempre encarado com maior preocupação, uma vez que se trata do último crédito que os consumidores deixam entrar em incumprimento, face ao receio de perder a casa. Mas os números mostram um aumento preocupante, com esta categoria de dívidas a atingir 1,8 mil milhões de euros em Agosto, mais 21,7% do que em igual mês do ano passado. Com o total de crédito à habitação a crescer apenas 1,2% no mesmo mês, o rácio de malparado passou a representar 1,7% do total, contra 1,4% em Agosto de 2008, traduzindo-se numa subida de 21,4%.
As dívidas de créditos dos particulares atingiram 3,7 mil milhões de euros em Agosto último, de acordo com os dados do último boletim estatístico do Banco de Portugal. É um aumento de 34% face a igual mês do ano passado e mais 100 milhões de euros do que no mês anterior. Este montante de cobrança duvidosa já representa 2,7% do total concedido, quando em Agosto do ano passado era de 2%. O aumento deste rácio não resulta apenas do crescimento das dívidas de crédito. Ele reflecte igualmente o abrandamento na concessão de novos empréstimos, que cresceram apenas 1,1%, totalizando 135 mil milhões de euros.
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