15 dicas para poupar dinheiro November 1st, 2009
Conselhos para poupar no que pode ser cortado. Diz quem sabe que a palavra de ordem é ser prudente e poupar o máximo que puder.
Cada caso é um caso. E nem toda a gente gere as suas finanças da mesma maneira. Mesmo que tenha tido o mesmo tipo de educação. No tempo dos nossos pais e avós, as comidas eram reaproveitadas todos os dias e os fósforos queimados uma e outra vez até ao limite. Hoje, as coisas em que poupamos são bem diferentes. O conselho de João Branco Martins, presidente da APEFI, é que “se fuja a sete pés” do endividamento. Mas nem sempre isso é possível. Afinal, muito pouca gente tem capacidade de pagar em ‘cash’ a sua casa.
Apesar de parecer que a economia está a melhorar, como refere diz o mesmo especialista, prepare-se. No próximo ano as coisas podem voltar a azedar. Por isso mesmo, tanto a Deco como os outros especialistas contactados pelo Económico aconselham: seja prudente e poupe o máximo que puder.
Assim sendo, deve começar já por colocar 10% do seu salário de parte numa conta de difícil acesso. Aproveite que hoje é o Dia Mundial da Poupança para começar a fazê-lo. Claro que primeiro deve pagar as suas dívidas. Pelo menos as mais facilmente pagáveis. E livrar-se de “amarras” como cartões de crédito ou créditos pessoais. Se sentir que está a ser mais do que difícil pagar as suas dívidas, recorra aos especialistas para se organizar. A Deco, por exemplo, abriu há cerca de seis meses a linha SOS Crise (![]()

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808 780 507
) exactamente para isso. Até agora, mais de 3.000 pessoas telefonaram para lá, número este a que se deve somar as 42 mil visitas feitas ao portal com o mesmo nome.
Lembre-se que há 20 ou 30 anos muito pouca gente tinha acesso ao crédito, e ainda assim conseguia-se poupar muito mais do que se poupa hoje. Lembre-se dos truques que os seus pais ou avós usavam para poupar em casa. E adapte-os à sua vida actual. Em nome da sua estabilidade financeira.
1 – Taxa fixa: esta é a melhor altura para fixar a sua mensalidade
Mesmo se ficar a pagar um pouco mais do que pagaria com taxa variável, esta parece ser uma boa altura para fixar o seu crédito e não ser, assim, surpreendido com a subida das taxas que se prevê para o próximo ano.
Se as prestações previstas no seu banco não são vantajosas, visite outras entidades, tendo sempre em vista a taxa anual efectiva (TAE), que inclui todos os encargos. Quanto menor for, mais barato fica o crédito, dizem os especialistas da Deco.
2 – Faça um esforço e pague as dívidas dos cartões de crédito
Os cartões de crédito podem ajudar em muitas situações, mas noutras só atrapalham. Evite utilizá-los para os créditos para despesas correntes, como alimentação ou vestuário. Se tiver mesmo de se endividar, pague as dívidas no menor número de vezes possível. 10% por mês não parece muito, mas ao final de 3 anos “apenas” 1.000 euros transformaram-se em muito mais. Se tiver mesmo de ter cartão de crédito, opte por um que faça descontos para uma conta poupança (BEST) ou para um PPR (CGD), por exemplo.
3 – Comece já a colocar 10% do seu ordenado numa poupança
Regra de ouro número 1 quando se fala em poupança: guarde 10% do seu salário numa conta de difícil acesso, para não cair na tentação de a utilizar. Parte desses 10% – uma pequena parte – podem estar numa conta onde seja mais fácil (mas não tanto assim) recorrer quando necessário. Lembre-se que há 20 anos as famílias portuguesas – e, por isso, provavelmente também a sua – amealhava muito mais. De facto, mais de 30% dos salários eram guardados como poupança.
4 – Seja rápido a ler e alugue livros durante 15 dias…
É daquele tipo de leitor que gosta de tocar nas lombadas, abrir os livros e cheirar as páginas, mesmo que tenham passado 20 anos sobre o dia em que os leu? Não? Então talvez não se importe de alugar um livro em vez de o comprar. Se adquirir um ou dois por mês, vai gastar entre 30 a 40 euros. Mas no www.clubedaleitura.net pode alugar livros 15 dias por 7,50 euros. Depois de o ler, é só colocá-lo num envelope pré-pago e devolvê-lo. Convém não se enganar e autografar a primeira página, ok?
5 – … ou descarregue-os e arrume-os no leitor digital
Os livros digitais estão a chegar. Há quinze dias, estes livros e os seus leitores foram as grandes estrelas da Feira de Frankfurt, a maior mostra do sector livreiro do mundo. O leitor Kindle, da Amazon, já chegou a Portugal e custa cerca de 250 euros, já com despesas de envio. As editoras estão a aderir em força à nova moda.
6 – Escolha melhor os restaurantes onde vai
Com a crise, muitos restaurantes optaram por fazer descontos ou não actualizarem os preços dos seus menus, ganhando ou fidelizando assim os seus novos ou antigos clientes. Além de restaurantes, no país há muitas pastelarias ou cafeteiras com menus de almoço a preços competitivos. Por isso, pense assim: se durante a semana almoça num desses locais, ao fim-de-semana pode jantar pelo menos uma vez num local da moda. Poupa-se de um lado e gasta-se no outro.
7 – Esqueça o segundo (ou o terceiro) carro
Quantos carros tem? O pessoal, o do trabalho do marido (ou mulher)? E quantas vezes os utilizam por semana? Já pensou que, na maioria das vezes, tem-se um carro para estar parado 9 horas por dia à porta do emprego e 12 horas à porta de casa? Analise o seu percurso, pense em alternativas. Hoje os transportes públicos já não são o caos que eram. E se tiver bons transportes à sua disposição, use-os.
8 – Seguros ‘low cost’
Se tiver mesmo de manter o carro, comece a pensar mais barato. Mais do que a mensalidade que tem de pagar ao seu banco pelo seu carro (se ainda o estiver a pagar), tem de pensar também no seguro. E hoje em dia há opções ‘low cost’ muito competitivas. Pegue em simulações e compare. Se tiver uma empresa, pense na opção do ALD ou do AOV. Estas hipóteses, que têm integrado o pagamento do carro, o seu seguro e a sua manutenção, em breve estarão à disposição das famílias portuguesas. Vá estando atento.
9 – Compre as marcas caras em ‘outlets’
Há muitos sítios onde o pode fazer. Carregado e Alcochete são dois exemplos de onde se pode comprar desde roupa a copos, passando por sapatos e acessórios com preços muito bons. Mas ha mais. Em Telheiras, por exemplo, há uma Lanidor e uma Factory com descontos consideráveis e marcas assinaláveis. E todos os anos se faz pelo menos um Stock Market, uma grande feira onde se vende produtos de marcas de classe alta a preços bastante mais baixos do que o normal. Alguns estilistas portugueses também já optaram por abrir lojas ‘outlet’. É o caso de José António Tenente.
10 – Pague tudo a horas
A que dia recebe? Pois bem, pague tudo o que tem a pagar a nível de encargos fixos logo a seguir. Na hora a seguir. No dia a seguir. Essa é outra das regras de ouro da organização das finanças pessoais: primeiro pague, depois gaste (ou guarde). Os encargos como mensalidade da casa, água, luz, Internet, escola dos filhos ou seguros devem ser pagos, todos os meses, sem atrasos. Se tiver dificuldades, contacte os seus credores e solicite o adiamento do prazo ou o seu pagamento em prestações. O mesmo se passa com os impostos: não deixe passar o prazo. Não calha nada bem ter de pagar pelo atraso.
11 – No supermercado… a correr!
Vá às compras no máximo uma vez por semana. Quanto mais vezes for ao supermercado, maior é a tentação para comprar coisas de que realmente não precisa. É que cerca de 2/3 das compras que se fazem não são planeadas… Mas pode fazer mais: na zona dos frescos, compre produtos da época. Não é por estar quatro meses sem comer morangos que vai sentir a diferença. E em Junho eles sabem muito melhor. Outro truque para resistir a trazer mais compras do que o necessário: leve lista e pegue sempre num cesto em vez de um carrinho. Assim resiste a trazer coisas a mais…
12 – Regra número 1 para resistir às compras
Olhe, mas não toque. Mesmo que lhe pareça irresistível tocar naquela camisola dobrada em cima da mesa central da loja, não o faça. Um estudo de dois investigadores norte-americanos sugere que quando se toca ou se olha demasiado tempo para um objecto na montra, isso aumenta o seu sentimento de propriedade e fica mais difícil resistir à compra.
13 – Desista das garrafas
Compre um filtro para a torneira, se quiser poupar na factura da marca “Água d’el cano”. Desta forma, ajuda a sua carteira e também o ambiente. É que uma garrafa de água demora qualquer coisa como 400 anos a desintegrar-se na natureza. E os oceanos estão repletos delas. Por curiosidade, sabia que a localidade australiana de Bundanoon proibiu a venda de água engarrafada? Pois é. E antes, um presidente da Câmara tinha proibido todos os departamentos de venderem água engarrafada por ser um gasto desnecessário de dinheiro e de recursos naturais. Acha radical? Pense no dinheiro que vai poupar, então.
14 – Arranje os sapatos e dê à sola!
Parece conversa de pobre, mas pense nisto assim: umas capas ou umas solas para os sapatos que, no ano passado, lhe custaram 150 euros custam menos de 1/10 desse valor. Por isso, em vez de comprar outro par pelo mesmo preço, poupe esses 135 euros para… uma viagem! E contribua para o bom funcionamento da economia e das seus 99,8% de micro e pequenas empresas.
15 – Compre antes do tempo
Compre antes do tempo. Ou quase tudo. No início do ano, faça um plano para os próximos 12 meses. Claro que primeiro tem de saber quais são as suas despesas correntes. Depois de as (re) descobrir, pense nas despesas que vai ter durante o ano. Por exemplo, se estiver a pensar comprar um ar condicionado para casa ou para o escritório, não o compre em pleno Agosto. Bem sabemos que só nessa altura é que se sente a necessidade na pele. Mas é provável que um ar condicionado seja mais barato em Fevereiro, por exemplo.
in:economico.sapo.pt
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- Tagged Credito Automovel, Creditos, creditos pessoais

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